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[Evento] The God Father

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Evento - The God Father



[Evento] The God Father Dias_dos_pais

Introdução


Parabéns aos que pegaram a referência, mas este evento visa comemorar o Dia dos Pais! Desde a criação do personagem até ao decorrer das aventuras, muitos se questionam: “O que aconteceu com os pais do meu personagem? Onde eles estão? O que eles fazem?! Eles existem?!”. Na pressa de jogar, muitas vezes tal ponto é ignorado ou tratado de forma superficial. Porém, no final das contas, na presença ou na ausência, a figura paterna possui um papel crucial na formação da personalidade de todos nós. E não é diferente com nossos personagens. Tendo isso em mente, lhe daremos uma mãozinha! Mas só se vocês nos contarem como seu personagem passou ou passaria um Dia dos Pais com seu velho!

Regras:



  • O evento é de roleplay, de post único, devendo-se fazer uma postagem em resposta a este tópico, contando como o seu personagem passou ou passaria um Dia dos Pais com seu respectivo pai ou filho, sendo você o pai neste último caso.
  • Não há limite de caracteres, mas o mínimo par ao post ser valiado são 600 caracteres.
  • Postagens que fujam à proposta do evento não serão contabilizadas.
  • O prazo para a postagem vai do dia 09/08 às 12:00 até o dia 13/08/20 às 12:00.
  • O uso de template é responsabilidade do jogador e se bugar algo e este não se dispor a ajeitar, poderá ser punido com o afastamento do evento.
  • A staff se reserva o direito de punir condutas que fujam ao bom senso, mesmo sem regra expressa.


Recompensa:



  • Possibilidade de acrescentar ou alterar eventos, passagens ou descrições na história, a respeito da relação fraterna, em consonância com o que foi desenvolvido no evento.
  • 5 Perk Points.


Dicas:




Para aqueles que tiveram dificuldade em dar forma à criatividade, guardamos algumas valiosas dicas!


  • O encontro com o seu velho pode ser diversas coisas, desde um simples almoço ou jantar, no presente, um passeio pelo parque, uma viagem em família, até mesmo o dia em que ele faltou o show de talentos da escola ou que ele foi para o seu recital, quando pequeno.
  • Não deixe para postar tarde, se não vai acabar perdendo o prazo.
  • Atenção ao uso de templates!






Arauto da Staff
Arauto da Staff
Créditos : 4
G$ 1,000

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Æther

DINHEIRO
Game Master








Gwyn Talbot

Gwyn Talbot








Já fazia algumas semanas desde a última vez que meu pai havia me visitado. Com toda a mudança, a rotina havia ficado agitada demais, e apesar de ligar para minha família todos os dias, era difícil conciliar tempo para um abraço apertado neles. Fiquei surpreso quando peguei meu celular, ainda aos bocejos com hálito dos cookies devorados da noite passada e vi a mensagem de meu velho com sua imagem no canto.

Pai escreveu:Estaremos chegando por volta das 8. Espero que a casa esteja arrumada!

Os olhos piscavam lentamente, ainda encarando a tela como se fosse um enigma complexo. Era quase audível o som das engrenagens em minha cabeça funcionando no momento em que vi o relógio logo acima indicando que já era 7:48. — O QUE?!?!?! — Pulei da cama junto com os lençóis. Do chão, uma calça de moletom surrada deveria servir como roupa naqueles 12 minutos que me restavam. Enfiava em cada uma das pernas enquanto ia saltitando até o outro lado do loft, que apesar de não ser tão grande, a organização do espaço havia sido muito bem aproveitada.

Ainda sem camisa, começava a escovar os dentes enquanto começava a jogar os pratos e copos dentro da pia, cuspindo a pasta de dente ali mesmo enquanto enchia a esponja de detergente. Esfregava com tanta força e velocidade que parecia como se fosse o rosto de uma criatura contra o chão, e ao mesmo tempo olhava em volta em busca de maiores falhas. — Droga... Ainda tem caixas que não foram desmontadas. — Terminando a louça, corria até as caixas e ia empurrando-as até o armário, onde abriria e enfiaria tudo lá, fechando antes que desabassem tudo em cima de mim de novo.

Ouvia a campainha enquanto ainda estava com o esfregão em mãos. O coração disparado me fazia ficar atento se havia outra coisa desarrumada, mas já era tarde demais. — Estou ouvindo seus roncos daqui, garoto! Espero que não tenha dormido tão tarde!! — A voz alta de meu pai era inconfundível, e jogando os esfregões de lado rapidamente ia até a porta, me atrapalhando um pouco ao colocar a chave. Abriria a porta juntamente com um largo sorriso, encarando o meu velho e minha mãe com aquele brilho nos olhos que eu sempre tinha. — Otousan, okaasan!!! Chegaram bem cedo! — Com um abraço apertado nos dois, recebia o afeto de volta com um abraço igualmente firme, dando então espaço para ambos entrarem.

Notava rapidamente o olhar da minha mãe de um lado para o outro, como se estivesse passando um scanner em todo o ambiente. Uma gota de suor frio escorria de meu rosto, enquanto meu pai começava a puxar assunto. — Até que não tá tão mal assim!! Quem diria que o meu garoto estaria se virando tão bem, huh?! — Ele me dava um puxão, esfregando o punho em cima de minha cabeça, deixando meus fios completamente bagunçados. Naqueles momentos eu me recordava de quem havia puxado o bom humor, pois a minha mãe, como podemos dizer, tinha certas características "equinas" — Tá falando sério, Jacob? Essa casa está um chiqueiro!! — Ela passava o dedo na bancada como se fosse um agente da vigilância sanitária.

Ria meio envergonhado, enquanto meu pai acabava abstraindo as falhas encontradas por ela. — E então, vamos indo?! Espero que tenha planejado um belo dia com seu velho! — Mais um abraço apertado era dado, enquanto minha mãe já ia ajeitando as coisas na minha cama. — Vão indo na frente... Pelo jeito esse lugar precisa de um toque materno. Nos encontramos mais tarde aqui.

Apesar de relutante, minha mãe acabava insistindo em deixar o lugar melhor apresentável e, quem sabe, preparar um jantar para o dia dos pais. Demos de ombros e acabamos saindo, afinal um tempo de pai e filho não seria uma má ideia. O bairro não era tão conhecido assim por meu pai, mas mesmo assim alguns fãs acabavam surgindo para pedir um autógrafo ou foto. Apesar de não ser tão famoso quanto os caçadores de Rank S, um Caçador de Rank A ainda era muito popular dentre as pessoas, afinal de contas eram muito mais acessíveis. — Uma corrida até o parque, campeão? Ou essa perna de pirata tá com muito cupim pra bater um racha com seu velho?! — Começava a rir, dando um leve tapa em minha perna e deixado uns sons metálicos ressoarem. — Provavelmente seus ossos tão mais enferrujados do que ela!! Vamos ver se ainda consegue correr sem sua bengala!!

Não precisava nem dizer do quão humilhante havia sido perder de lavada pra um cara de quase o dobro da minha altura e o triplo do meu peso numa competição de corrida. Apesar de ser um Tanker, meu pai ainda assim era um Caçador de Rank A, então suas capacidades físicas e mentais estavam muito além de minha compreensão, e isso era visível quando ele se colocava à prova. Eu chegava arfando, enquanto ele nem demonstrava suor em sua testa. — GHYAHAHAHAHAHAHA!! Não desanime, garoto, você ainda me enche de orgulho!! — Ele esfregava meus cabelos de um jeito tenro, como sempre havia feito. — Pode não parecer... Mas eu tenho ficado ainda mais forte!! Queria poder te mostrar o quanto!! — Sua risada animada me indicava que planos eram elaborados em sua cabeça, e antes que eu pudesse imaginar o que era, ele já puxava pra uma direção. — Tem uma academia de um conhecido meu não muito longe daqui!! Vamos até lá e me mostre a força desses punhos!! — Meus olhos brilhavam. Enfim ele iria me deixar mostrar minhas habilidades?!?! Era um sonho virando realidade!!!

Nossa chegada demorava um pouco, afinal a falta de senso de direção de meu pai era tão grande quanto seus músculos. O pessoal dava abertura para que pudéssemos entrar, e após alguns minutos conversando com velhos conhecidos, enfim liberavam uma área para que pudéssemos treinar. Enquanto me aquecia, meu velho apenas ficava me observando, com um sorriso tenro em seu rosto. — Vamos lá!! Não pense que vou pegar leve por ser um velho, otousan!! — Sua risada ecoava no ginásio num misto de provocação, orgulho e humor.

Nosso treino durava por muito tempo. Golpes eram defendidos a todo momento, e poucos eram aqueles que causavam realmente alguma expressão significativa por parte dele. O suor deixava minha camisa colada e, para a minha alegria, conseguia ver suor saindo da testa de meu pai também. — Parece que essa doeu, huh?! Pode desistir se quiser, eu vou te perdoar! Ghyahahahahaha! — Uma risada vinha dele também, ao mesmo tempo que estufava o peito e parecia emanar uma aura muito mais poderosa do que estava antes. — GHYAHAHAHAHAHA!!! Eu posso fazer isso o dia inteiro, garoto!

E se não fosse pelas ligações de minha mãe, talvez realmente fôssemos ficar o dia todo por ali. O fim do treino se resumiu aos dois deitados, um no lado do outro, no tatame enquanto olhávamos para o teto, tentando recuperar o fôlego. Como um "click", iria em direção de meus pertences e pegaria um pequeno embrulho, entregando para meu pai logo em seguida. — Feliz dia dos pais, velho. — Curioso, ele pegava e abria o pequeno presente, pegando um relógio de prata escura que combinava perfeitamente com os tipos de roupa que ele costumava usar. Ele cutucava o vidro do relógio, aproximando da orelha com uma expressão meio decepcionada. — É muito legal, mas... Eu acho que tá quebrado. — Receoso, me aproximava do relógio e observava ele funcionando perfeitamente, só percebendo que era uma brincadeira dele no instante em que ouvia suas risadas por eu ter caído na pegadinha. — Ha ha, seu idiota. Mas eu atrasei em uma hora, pra vocês não chegarem tão cedo da próxima vez, Ghyahahahahaha!

Com um abraço apertado, relembrava o quão especial todos aqueles anos eram ao lado dele, e o quanto eu havia aprendido com seu carisma ímpar. Meu sorriso era um espelho do dele, e o meu coração gigante era apenas um fragmento que ele havia me doado do seu próprio. Apesar de eu sempre sentir orgulho dele, era indescritível a sensação de ouvir as próximas palavras. — Tenho muito orgulho de você, Gwyn. Agora vamos logo, antes que sua mãe resolva cozinhar nós dois pro jantar. — Voltávamos para meu apartamento à base de risadas e competições saudáveis, como todos os dias entre os homens da família Talbot.




Legendas:

  • Fala
  • Pensamentos



Yami
Yami
Créditos : 0
G$ 1,000
Localização : Tokyo - Japão

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Æther

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[Evento] The God Father QjpqXHv

   
 



[Evento] The God Father 174d9f0e04f0efc70f7f079173a37094
Evento: The God Father

Vigésima
| Localização: Japão | Horário: 22:55| Clima: 15°C |

Sem dúvidas conhecemos a grande importância da mãe na criação dos filhos, mas muitos se esquecem do papel da figura paterna. Não precisa ser um especialista em dinâmicas familiares para saber que o pai tem, sim, relevância na educação, desenvolvimento e saúde dos filhos, tanto física como emocional. Tomando a psicologia como base, quando a figura paterna está ausente, é mais provável que haja consequências negativas no desenvolvimento infantil, tanto no aspecto físico quando psíquico. Sem carinho, atenção e feromônios... Tudo isso pode ter consequências na formação do indivíduo. A figura do pai é peça-chave no processo de descoberta do mundo pela criança e, privada desse referente, ela se sente menos segura e, por que não dizer, menos capaz, amada e desenvolve um sentimento de inferioridade...

[Evento] The God Father M8ocZKX“É, pai, você faz falta aqui dentro do meu peito. Essa data sempre traz à tona sua ausência, mas talvez merecemos isso, estávamos brincando com fogo quando nos envolvemos com a Yakuza. Desgraçados. Mas hoje, meu velho, me peguei pensando em seus ensinamentos no meu aniversário de 10 anos, quando pela primeira vez em tanto tempo, parecíamos uma família normal. Até o Josh, lembra? Aquele primo distante que não largava a arma, até ele abriu mão naquela ocasião, embora o senhor o tivesse ameaçado, mas isso não vem ao caso, certo?! Bem, só queria dizer que sinto sua falta, mas você sem dúvidas está na melhor, aí do alto, roubando asas de anjos com certeza.” Tragava mais um pouco de meu cigarro, largando a garrafa de vodka enquanto saia daquela posição estirada sobre o sofá, sentando um pouco inclinado e de cabeça baixa.

[Evento] The God Father M8ocZKX“Você nunca se fez presente, sempre ocupado com os negócios era difícil ter um contato, mas pelo menos você me presenteava no meu aniversário, isso me lembrava o quão sortudo sou por ter um pouco do seu precioso tempo. Acho que não posso reclamar muito, afinal, você nunca deixou nada faltar e mesmo com esse jeitão todo de militar rígido, ainda me cedia palavras calorosas após alguns goles de sua bebida. Mas sabe, pai, isso me fez forte, me fez crescer e juro, não estou sendo otimista, mas isso me fez ter a certeza de que posso ser alguém melhor, pelo menos melhor que o senhor, esse homem a qual sempre admirei tanto. Desde cedo me ensinou que o mundo é cruel e que precisamos cair para nós tornarmos fortes, sem ajuda para levantar ou qualquer dependência, mas nunca imaginei que a queda doesse tanto, principalmente quando sozinho”

[Evento] The God Father M8ocZKX“Mas também me ensinasse que independente do machucado, ele sempre cicatriza e claro, deixa marcas para lembrar de nosso progresso e jamais esquecer que superamos os obstáculos, sou grato por isso” Me erguia e, ainda com dificuldades, botava uma de nossas canções favoritas pelo YT de meu celular, me deitando ao chão da grande sala e, mirando o lustre, me deleitava daquela sensação nostálgica que era te ter. ”O senhor chorou por mim, enxugou minhas lágrimas quando o mundo me fez chorar, me ensinou coisas belas e continua sendo uma peça fundamental para o funcionamento das batidas do meu coração... Saiba que é assim que lhe vejo, embora tenha te culpado por tanto tempo, saiba que, independente do lugar que você esteja aí em cima, você tem o meu perdão!”

[Evento] The God Father M8ocZKXE assim mais um dia dos pais se passava e, como sempre, aquele vazio era preenchido entre doses de saudade e lagrimas de amargura. Já fazem 20 anos de perda, mas a saudade ainda é hodierna em meu peito. Hoje, como caçador rank S, possuo tudo que sempre quis e, graças ao exemplo que meu velho me deixou, sou apto a dar toda atenção para a minha esposa e filho, esse meu maior tesouro que faço questão de acompanhar de perto. Carregarei teu sobrenome com honra e engrandecerei seu legado aqui na terra até meu último suspiro.  

Vigésima carta da saudade!  




ADM.Nagashi
ADM.Nagashi
Créditos : 6
G$ 18,300
Localização : Japão

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Æther

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Admin


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[Evento] The God Father Chibis-naga-final2-Copia
Trinity
[Evento] The God Father Pai_e_11

Faz anos desde a ultima vez que vi o rosto de meu pai, poucos dias atras recebi a noticia afirmando que ele poderá receber visitas de seus familiares por conta de seu bom comportamento, sabendo disso deixei para visita-lo hoje dia 09/08 desse ano, minha mãe não pode vim mas me enviou uma carta com destino ao meu pai.

Em frente a penitenciaria percebo que de tudo e de todas as dificuldades que passei ao longo de minha vida nada se compara ao quão agoniante este momento esta sendo, minha visita esta marcada para 14 da tarde então tratei de me arrumar apropriadamente com meu traje social com terno e gravata,  em dirigir para a penitenciaria e depois de passar por algumas checagens de seguranças eu me dirigi ao local de visitas.

ao chegar ao local era uma sala privada com um mesa no centro de uma sala com algumas cadeiras nada muito especial, me sentei em uma das cadeiras e fui instruído pelo guarda a aguarda, confesso que nesse instante o medo estava me dominando e uma agonia consumia meu peito, porem um guarda abriu a porta e disse_prisioneiro James Cooper presente_  depois de ouvir essas palavras meu coração disparou e rapidamente fiquei de pé mas a insegurança de que ao longo desses vários anos eu seria incapaz de reconhecer meu pai.

um homem com aparecia meio idoso com os cabelos começando a ficar grisalhos adentra a sala, e ele olha para min de abre um belo sorriso que me fez perceber nesse instante que aquele homem ainda era o mesmo de antigamente, ele se aproximou de min de estendeu a mão um gesto normal de comprimento entre homens porem algo em me inexplicável tomou conta do meu corpo, não sabia explicar se era saudade mais eu avancei contra ele e o abracei como vaziamos antigamente e depois ele diz_meu filho se tornou um homem agora....sniff...sniff...desculpa por não velo crescer e se torna esse homem bonito...sniff.._ era notável que lagrimas escorriam dele enquanto fala, depois ele me abraçou com ainda mais força que me fez voltar no tempo ao passado quando ainda era só uma criança, e ignorando minha idade e maturidade e os guardas que ainda estavam na sala em junto ao meu pai derramei lagrimas de felicidade.

depois de um tempo começamos a colocar o papo em dia, riamos sobre certas historias e ficamos preocupados com as dificuldades contadas por ambos, meu pai pediu desculpas quando contei sobre o que eu e minha mãe passamos, e me disse para dizer a ela que ele a amava de mais, ouvindo essas palavras verdadeiras eu entreguei a carta que minha mãe avia enviado, meu pai começa a lela, eu não sabia nada do conteúdo dessa carta e nem poderia,  quando ele acabou de ler ele fechou o envelope e começou a chorar e me disse_obrigado por serem minha família_.

o dia avia chegado ao fim e a hora de visitas estava prestes a terminar, nos despedimos e eu o cumprimentei como homem dessa vez e lhe disse_pai, feliz dia dos pais_ e logo respondeu_obrigado meu filho_ depois em retirei da sala dizendo que sempre o visitaria quando desse, e assim terminei o dia.


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Henry
Henry
Créditos : 0
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Æther

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Rank C


[Evento] The God Father As-paisagens-urbanas-e-geom-tricas-de-Scott-Uminga
With My Dad!



Finalmente chegava um dia tão esperado para min, sim, a algum tempo eu estava com residência fixa na Coreia, iniciando minha vida como caçadora e por essa razão vivendo longe da família, meu amado pai e minha mãe. Se pensasse bem, não fazia mais que algumas semanas, porém para uma garotinha que sempre viveu sobre os cuidados do lar, isso parecia uma eternidade.

“Tap-Tap” – Fez os dois tapas que dei contra meu rosto.

- Vamos Jin! Você prometeu ao seu pai que se tornaria uma caçadora de fama mundial, e que caçaria tantos monstros que os navios do papai nem dariam conta de carregar tantos itens fantásticos! Vamos, não pode fraquejar agora, não na frente dele.

“Blin-Bhon” – Soou a campainha da minha casa.

- Hãn, achou que ia me pegar desprevenida? Eu te conheço velhote, sei que quando diz às oito da manhã, eu devo estar pronta as sete. Uma hora de antecedência no mínimo, você é ridículo. Se é as sete, porque não diz as sete...

Bem, lá eu estava, vestida de maneira formal, trajando um vestido negro assim como o pingente em meu pescoço e o laço em meu cabelo, que desta vez, fora do comum, eu os manteria soltos.

[Evento] The God Father Sample-01e0f74092e901ed37b896792935db61

- Já vou, já vou... Falei em tom alto, já abrindo a porta para recepcionar meu visitante, bem... é claro que eu sabia que meu pai não viria pessoalmente, e sim, eu estava certa!

- Bom dia! Para onde vamos, você pode me dizer? Eu diria, assim que abrisse a porta, já perguntando se o rapaz a minha frente, um motorista, poderia me dizer para onde me levaria, afinal, talvez meu pai tivesse exigido surpresa, e isso realmente não me surpreenderia vindo dele. Na verdade, surpresa foi o motorista me responder.

- Bom dia Senhoria Miao, meu nome é Daeshin e seu pai me pediu que a levasse até o aeroporto, aparentemente ele lhe espera na França. Não devemos demorar, ele foi bastante rígido ao dizer que aguarda a senhorita com urgência. Falava o homem, com uma estranha face de pânico.

- O velhote te assustou né? Não é bom contraria-lo, vamos nessa, já estou pronta mesmo.

“20 minutos depois”

- Senhorita, chegamos, o avião de sua família já esta preparado em seu aguardo. Faça uma boa viagem. Falou Daeshin, já se despedindo de minha pessoa.

- Ok, obrigada pelo passeio. Imagino que meu pai já deixou tudo pago, estou certa?

- Sim, já esta tudo ok. E lá se foi o carro.

Olhando então para meu lado direito eu veria uma jovem moça, com trajes típicos de aviação e uma maleta nas mãos, sim, aquela pessoa eu conhecia, era Agatha, uma piloto inglesa que a alguns anos trabalhava na empresa de meu pai, sempre o levando de um lado para o outro nas ocasiões que tinha de viajar para fechar acordos financeiros.

[Evento] The God Father Hatsune-Miku-600-1848892

- Senhorita Miao, por favor se acomode, creio que já conhece as regras de voo, contudo dessa vez seu pai orientou sobre os horários de refeição e o que deve ser servido, afinal ele lhe aguarda para um almoço.

- Um almoço? Eu responderia: - Mais anda não são nem oito da manhã, o velho quer que eu morra de fome, aquele cretino! Não comi nada ainda.

- Me desculpe, mas tenho de seguir as ordens que me foram dadas, você o conhece melhor que ninguém. Disse Agatha, junto de minha pessoa, já dentro do avião, onde eu me acomodava em uma poltrona.

- Ok,ok... mas peça para para trazerem algumas coisas, não imaginei que meu pai estaria tão longe. Afinal, para onde vamos exatamente?

- Paris, senhorita, seu pai lhe aguarda para um almoço na Torre Eiffel.  Logo um comissário de bordo deve lhe servir um pudim de chocolate e uma vitamina, sua mãe imaginou que viria sem tomar nada de café da manhã. Disse Agatha.

- Sim, ela sempre esta certa... que saudades. Eu complementei.

- Em cinco horas lhe será servido o almoço, teremos, por recomendação de seu pai, um salmão grelhado, após essa refeição nos foi exigido que mais nada fosse servido, para não atrapalhar seu apetite. Finalizou Agatha, já se afastando de mim e se dirigindo a cabine de comando, para logo em seguida iniciar seu verdadeiro trabalho, voar!

8:00 da manhã – Daejeon / Coreia
( 10 horas depois )
11:00 da manhã – Paris / França
( Maldito fuso horário )

- Senhorita Miao, senhorita...senh... Ahm, já acordou?  Chegamos, creio que seu pai lhe espera no hangar. Falou Agatha, me despertando de uma viagem, na qual me restringi e comer e dormir.

- Ahm, ehm... quem tava dormindo, eu? Não! Meu pai? Falei, já me levantando em um susto e arrumando os cabelos com as mãos antes de descer do avião, na esperança de ser recepcionada por meu velho.

Finalmente, lá estava, um carro preto em padrões executivos, que para minha surpresa tinha uma de suas portas abertas em quanto eu descia as escadas do avião. Sim, certamente era ele, meu pai! Creio que seria difícil o confundir com qualquer outro, mesmo a distancia.

Naquele instante, lá se formava, a imagem daquele grande e forte homem trajando roupas finas e tendo um cabelo e barba um tanto quanto... selvagens.

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- Jin, minha filha! Gritou meu pai, Qiang,  logo após soltando uma larga gargalhada. Sim, era apenas um cumprimentar para sua filha, mas aquela voz era tão estrondosa que para muitos daria a impressão do homem estar tendo um ataque de fúria.

- Feliz dia dos pais velhote! Você pensou mesmo em tudo, eu nunca me tocaria que uma viagem de nove horas da Coreia até a França me levariam na verdade três horas, pelo fuso-horário, você nunca deixa escapar nada não é mesmo?

- Hahaha... pensar em coisas assim é comum para mim, vamos, sua mãe esta no carro e temos reservas em um restaurante. Disse Qiang.

Ao entrar no carro, lá estava, o donzela de quem herdei meus cabelos flamejantes, sim, minha mãe, Meiren.

[Evento] The God Father Dressed-to-the-Nines

- Jin, você esta bem? Esta magra, esta se alimentando direito. Falou Meiren.

- Sim , sim, inclusive já fiz meu primeiro portal e ganhei um bom salário! Estou na Guilda Fame e tenho até uma foto com o Senhor Min Kaa-Jhun, olha aqui! Eu diria, mostrando a foto que havia tirado com o líder da guilda, a algum tempo em um evento nos EUA.

Assim, o carro partiria em um passeio de breves 30 minutos, até chegarmos ao nosso destino, a Torre Eiffel, onde teríamos reservas em um restaurante localizado em um dos mais elevados andares do monumento.

[Evento] The God Father Details-about-10x10ft-Prop-Backdrop-Studio-Photo-Vinyl-Background-Paris-View-Eiffel-Tower-Show

Passaríamos lá, cerca de 3 horas, mais conversando do que propriamente comendo, afinal não nos víamos a algum tempo e as novidades eram muitas para se compartilhar.  Ao final deste periodo daríamos uma volta pela cidade de Paris, até o entardecer onde pararíamos em uma colina para ver o por do sol.

- Jin, sei que sou um homem grosseiro, mas espero que tenha cuidado nas suas aventuras. Desde que se tornou uma caçadora eu venho pesquisando coisas sobre esse assunto, e só agora notei o como é perigoso. Disse Qiang.

- Não se preocupa, eu sou boa no que faço! Vou faturar milhões, pode esperar. Eu complementei.

- Então vamos ao que interessa, me fale de lucro e itens de nosso interesse, vamos começar a expandir nossa empresa para o seu retorno triunfante. Acha que mais 5 navios darão conta de transportar tudo o que você vai ganhar? Assim, podemos distribuir pelo mundo as presas, couro, fragmentos e o que mais você nos trouxer, para fazer algum lucro. Questionou Qiang.

-  Por hora preciso juntar dinheiro, todos os itens ficam com a guilda, eu fico apenas com minha parte em dinheiro. Eu diria, elevando uma mão até a nuca, um pouco intimidada pelo velhote: - Mas assim que eu tiver o suficiente para ter minha própria guilda, ai sim, seremos o maior império dos mares e dos portais!

- HAHAHA....HAHAHAHA...HAHAHA.HAHAHA. Riamos juntos, eu e meu pai.

- Antes de investir milhões em algo, que tal vermos nossa filha conquistar suas promessas. Depois discutimos sobre investimentos, não acham mais prudente? Falou Meiren. Como sempre, minha mãe era a voz da razão em uma família de megalomaníacos.

- Pode apostar mamãe! Velhote, o dia que meu rosto aparecer na TV ao redor de todo o mundo, anunciando meu poder, ai teremos tudo o que queremos, mas até lá, vou me esforçar para cumprir minha promessa. Vou provar se digna de seu respeito, assim como uma herdeira legitima do império que o senhor construiu, a empresa Jinhai!

Bem, no fim as coisas não passaram de discussões sobre grandeza e poder, como era de costume entre eu e meu pai, e sempre...sempre... tendo minha mãe, a bela donzela, nos guiando ao caminho da razão.

Assim, um dia todo se passou, antes dos meus velhos terem de se despedir, afinal, os negócios não param e para uma transportadora marítima cada segundo pode valer uma pequena fortuna. Desta forma nos despedíamos, meus pais regressando a uma das sedes da empresa e eu ao avião, que me levaria de volta a Coreia, minha casa. Porém, desta vez a viagem de 10 horas, me custariam 17 horas de vida, graças ao maldito fuso-horário.

“Mas que merda é essa que envelheci um dia em algumas horas!”  Eu pensaria.

Fim!


Jin Miao
Jin Miao
Créditos : 6
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Æther

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Narrador

O dia dos pais, com aqueles já tinham sido quantos desde a última vez que tinha visto meu pai ou qualquer outro membro da família? Dez anos talvez? Talvez um pouco mais ou menos, quem estava contando? Datas como aquela me faziam vacilar por um momento, duvidar se o que eu estava fazendo era realmente o certo, virar as costas para tudo e todos pelo meu sonho do qual até mesmo eu duvidava às vezes se era possível, mas quando esse sentimento batia eu sempre me lembrava daquele dia, de suas palavras, dizem que a primeira coisa que esquecemos é a voz da pessoa que não vemos a muito tempo, mas a sua ainda era bem nítida na minha cabeça, ao menos durante aquela conversa.

~ Cerca de 8 anos atrás ~

Era uma tarde quente e abafada como de costume, estava no meu monótono trabalho de meio período em uma loja de conveniência de uma amiga da família, o barulho dos grilos era a única coisa que chegava aos meus ouvidos e o tédio estava me matando. - Ei, pare de vadiar e vá fazer alguma coisa! - A gerente da loja reclamava como de costume. - Ahn? Mas não tem ninguém aqui dá um tempo. - Reclamei coçando a cabeça e bocejando. - Isso não é desculpa para ficar a toa, eu não te pago pra ficar dormindo! - Furiosa arremessou uma lata de comida em conversa atingindo minha cabeça como uma lançadora de beisebol profissional. - Hey, qual seu problema?! Eu vou te denunciar por abusar de seus funcionários. - Retruquei coçando a área atingida. - Uhn? Você disse alguma coisa?! - Sua aura assassina era realmente assustadora, provavelmente até um lutador profissional tremeria em sua presença. - Disse que vou arrumar as latas da entrada. - Sair de fininho, a melhor estratégia para escapar da morte desde os primórdios. - Foi o que imaginei.

Aquele era apenas mais um dia comum, após o trabalho extremamente tedioso voltava para casa pelo caminho mais longo para pensar na vida, em como eu tinha terminado dessa forma, como os Minamoto tinham terminado assim. - "Descendente dos imperadores." - A história antiga que a muito havia me sido contado no passado. - "Me pergunto o quanto disso é verdade." - Cabisbaixo suspirei, aquela vida não era tão ruim, tinha um trabalho fácil que pagava o suficiente, me sobrava tempo o suficiente para estudar e podia levar uma vida sem grandes preocupações, mas ainda faltava algo, algo dentro de mim gritava por mais, uma vida fácil e pacata era a meta de vida para alguns, mas o sangue dos antigos imperadores que corriam em minhas veias não aceitavam esse destino, não sem lutar.

A longa caminhada acompanhada do meu monólogo diário chegava ao fim ao chegar em casa, me jogando no sofá todo desengonçado e ligando a tv para passar o tempo, contudo eu não estava sozinho. - Mais um longo dia cansativo de trabalho? - Comentou meu pai que estava sentado à mesa logo atrás. - Eu usaria outra palavra pra defini-lo. - Disse em meio a um riso. - Aposto que sim. - Disse em um tom irônico, não sabia bem se estávamos pensando na mesma palavra mas talvez fosse melhor assim. - Eu posso te perguntar uma coisa? - Comentei ainda olhando para o tv. - Eu tenho escolha? - Retrucou. - Não, nenhuma gyshishi. - Me ajeitei no sofá, sentando-me de forma correta. - Você está satisfeito? Digo, com a forma que vivemos hoje? - Juntei as mãos entrelaçando os dedos, era uma pergunta simples e que já havia lhe feito algumas vezes, mas desta vez o tom era diferente, era uma pergunta séria, bem séria.

O silêncio reinou por alguns breves segundos, alguns que mais se pareciam horas. - Sim, você não? - Uma resposta simples e direta como o esperado. - Sim, digo não, quer dizer… Não sei, eu tentei, estou tentando de verdade, mas algo dentro de mim diz que não está certo, entende? Ainda falta alguma coisa, alguma coisa não está certa. - Era complicado colocar em palavras sem fantasiar demais, nem mesmo eu sabia ao certo o que queria de fato alcançar em vida, mas sentia que precisava realizar algo, algo que fizesse jus a sangue que corria em minhas veias. - Você é realmente um garoto problemático. - Resmungou esboçando um sorriso no canto dos lábios. - De tempos em tempos nascem pessoas como você em nossa família, alguns chamam isso de síndrome do imperador caído,  como se fosse algum tipo de ressentimento ou arrependimento que os antigos imperadores da família, como se fosse uma missão que ainda não foi concluída e que é passada para futuras gerações. - Meu pai simplesmente parou no meio, cruzou as pernas e deu um gole no seu café totalmente preto. - A maioria trata isso como uma maldição que alguns azarados de nossa linhagem carregam, algum tipo de punição talvez? Uma baboseira dessa que se espalha como um boato qualquer.

Síndrome do imperador caído, era a primeira vez que ouvia sobre isso mas não soava muito legal para dizer o mínimo. - E o que você acha sobre isso? Acha que tenho essa tal síndrome? - Questionei ainda sem olhá-lo diretamente. - Huuuuum, eu acho uma grande besteira, o passado fica no passado, não importa o que fomos mas sim o que somos agora. Se nossos antecessores tem arrependimento de algo que tivessem resolvido eles mesmos. - Novamente uma resposta com a qual não sabia direito como reagir. - Você pode estar certo, mas eu… Eu não consigo, sinto que preciso fazer alguma coisa, quero alcançar algo em vida, algo que faça-me sentir vivo, sentir que minha linhagem é real e não apenas um mito esquecido. - A síndrome podia ser apenas superstição, mas o sentimento era genuíno, eu apenas…. Apenas não conseguia me adaptar a aquela situação, algo dentro de mim queria mais, muito mais.

- Existem dois tipos de pessoa nesse mundo meu filho, aqueles que quando conseguem superar um obstáculo dão dois passos para trás e aqueles que avançam meio passo. Você sabe por que as pessoas recuam mesmo quando tem êxito? -  Questionou fechando o jornal que estava lendo e colocando sobre a mesa. - Não faço ideia. - Respondi dando de ombros. - Porque elas tem medo, medo do que vão encontrar se avançarem mais do que aquilo e se conformam com sua atual posição, muitas das vezes isso ocorre de forma inconsciente, é uma forma de autopreservação e poucos são aqueles que conseguem superar essa auto-defesa. - Meu pai então se levantou e caminhou em minha direção, colocando uma de suas mãos sobre meu ombro. - Se você é o tipo de pessoa que da meio passo em frente, não desperdice esse potencial, avance o máximo que puder, avance em direção ao seu sonho por mais estupido que possa parecer para essas pessoas que decidiram recuar e não deixe que ninguém diga que é impossível. Síndrome do imperador caído, ganância, loucura, chame como quiser, se você tem determinação e a força necessária para seguir esse caminho então siga em frente, ele será solitário e dolorido, mas se você continuar avançando meio passo tenho certeza que encontrará o que busca eventualmente. - Aquela foi a primeira vez, a primeira vez que alguém encorajou meus devaneios e não riu ou disse para desistir.

Meio passo de cada vez, sempre avance mesmo que pouco e nunca retroceda, só ali eu aprendi que esse era o caminho do imperador. - Eu… - Antes de meu pai partir me levantei do sofá o abracei o mais forte que pude. - Eu vou avançar. - Me distanciei esboçando um largo sorriso. - Da próxima vez que nos encontrarmos eu terei encontrado a resposta e alcançado o topo ao qual um verdadeiro imperador deve pertencer. - Concordei comigo mesmo meneando a cabeça positivamente algumas vezes. - Claro que vai.

~ Dias atuais ~

Aquele foi nosso último encontro, depois do despertar muita coisa mudou mas meu objetivo continuava o mesmo, suas palavras ainda estavam gravados em meu peito e faziam-me encontrar o caminho de volta quando me perdia, de meio passo em meio passo um dia eu chegaria ao topo, seja pela síndrome do imperador ou pela pura teimosia. - Eu manterei minha promessa, é bom que esteja esperando por mim quando isso acontecer. - A caminhada era longa e o peso maior ainda, mas com um sorriso no rosto eu permanecia naquela estrada solitária, com a certeza que um dia eu entenderia, entenderia o que o sangue do imperador queria me dizer no final da escalada.
Tidus
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[Evento] The God Father SigngGrande
Não tenho como negar, hoje é um dia especial, o dia dos pais e como eu, Bijin Kaze, poderia esquecer um ser humano tão bom e justo como meu pai. Também não poderia esquecer as suas dores, ter um filho internado em coma era algo muito dolorido para ele, ainda mais em datas comemorativas como a que estávamos passando.

Por isso logo cedo fui para casa dos meus pai, no caminho passei em uma doceria não tão famosa, mas cujo os doces meu pai amava, comprei uma pequena quantidade de doces e com tudo em uma caixinha fui direto para a casa do meu progenitor, Akira Kaze.

- PAIIII!!! - Gritei logo que cheguei na casa. - Vamos sair, temos muitas coisas para fazer hoje.

Logo meu pai aparecia, atrás dele minha mãe, o rosto de ambos estavam abatidos, a academia não estava indo bem e com o filho em coma o humor não poderia ser do melhor, mas sentia que era minha obrigação cuidar de motiva-lo.

Logo recebi abraços e partimos em nossa jornada, o uber que havia solicitado já estava em frente de casa e lá saímos para nossa primeira parada, o Hospital Universitário de Kyoto, claro que meu pai, que não havia questionado nosso roteiro ficou surpreso com essa primeira parada.

- Sei que é difícil. - Dizia pegando as mãos de meu pai. - Mas um dia dos pais sem Katsuo não seria algo justo, vamos fazer uma breve visita.

Meu pai nada disse, fomos os dois e entramos no quarto de meu irmão. Ele continuava a posição de sempre, um fisioterapeuta avaliando ele e movimentando seus membros (nada de pornografia seus tarados). Mas ao chegarmos ela acelerou e rapidamente saia dizendo que a situação ainda era a mesma.

Meu pai então foi lentamente e sentou-se em uma cadeira ao lado de Katsuo e eu abria a caixa com os doces, ele deu um leve sorriso e ali ficamos em silêncio comendo, acredito que em um momento de dor desses não há palavras, mas precisamos demonstrar que estamos do lado.

Ficamos ali no silêncio por mais de uma hora, então coloquei a mão sobre o ombro direito de meu pai, ele suspirou e se levantou, acredito que ele passaria o dia ali se fosse possível, mas sabia que tínhamos que sair e logo fui chamando outro motorista de aplicativo.

- Vamos para o Italian. - Anunciei ao meu pai, um apaixonado pela massa italiana. - Não sei o que você vê nessa comida ocidental, mas por você vou comer feliz.

Finalmente chegamos no restaurante italiano, eu acabei pedindo uma pizza individual, meu pai, mais apaixonado pela comida estrangeira se deliciava com uma deliciosa lasanha com um molho branco feito de um queijo chamado gorgonzola, mas precisava admitir, o cheiro era impressionantemente bom.

Não tem como comer e não conseguir sorrir, ver meu pai um pouco mais animado já valia todo o dinheiro pago, claro que a cerveja parecia ter sua parte, mas quem liga para isso, o importante era as boas memórias que construíamos ali, conversando, rindo e nos divertindo.

O tempo foi bom, mas logo voltamos para casa onde deixei meu pai, saia lentamente olhando para a academia cuja a fachada estava toda acabada. Precisava ajudar a família reerguer e meu pai recuperar seu orgulho e isso não seria feito em um dia.

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[Evento] The God Father Bijin_Kaze
...Life still goes on, little buddy.



Mais uma quarta feira cinzenta… Não pelo clima, mas pela fumaça que ecoava no quarto vinda do boteco do lado de fora da kitnet. “Tsk. Não é como se o fato deu estar fumando aqui dentro ajudasse a melhorar também…” Com um peteleco, arremessou pela janela o que restava do seu cigarro, que batia na mangueira folhada que enfeitava o exterior do local e voltava, parando na janela da kitnet e queimando levemente a cortina. “...Sério, já começamos o dia assim? Que merda de sorte a de hoje…” Com um sorriso calmo, erguia-se da cama, indo até a janela para despejar apropriadamente o tabaco para fora. Espreguiçava ao sentir a brisa matinal que ventava em seu rosto, tomava seu celular em mãos como de costume, a não ser pela notificação de um dos aplicativos dizendo ter uma oferta imperdível do dia dos pais. “Dia dos pais, huh? Me pergunto como o velho tá…” Olhava melancolicamente pela janela, antes de repetir a última cena que teve com seu progenitor, ainda na Rússia.

“E pensar que a última coisa que ouvi dele foi ‘É melhor fingirmos que você não é nosso filho, é o melhor caminho para que fique vivo.’ Doeu. Mais do que eu imaginava. Mas pelo menos estamos todos vivos agora e bem, espero.”

Sentindo um formigamento no peito e uma coceira na cabeça, como se algo lhe fosse um incômodo imenso, discava o número que mesmo após tanto tempo não sumia de sua mente.
-E aí, velhote. Como estão as coisas por ai?
-Ivan? Porque está ligando? Sabe que não é seguro, eles podem ter grampeado a casa…
-Qual foi… Se eu não puder ligar para o meu próprio pai no dia dos pais, de que me vale ainda ter um?
-...Você nunca muda, não é? Estamos bem. Sua mãe ta fazendo Solyanka, como sempre faz no dia de hoje.
-Hoho? Vê se não vai cagar ardido três dias igual da última vez, huh? Lembre da hemorroida.
-Ora, seu…! Não tem coisas melhores pra se preocupar do que com meu cu ardido? Huh?! Tipo ficar vivo, talvez?!
-Haha, cu ardido! Você disse, não eu! Hahaha
-...É, você realmente nunca muda.- Mesmo que baixo, era possivel ouvir um suspiro satisfatório. -Então, por ai, como estão as coisas? O Martin está cuidando bem de você?
-Bom… Não sei se esse muquifo pode ser definido como “Bem”, mas to me virando sim, coroa. Não te falei né? Conheci uma coreana de origem russa também! Oh, e suas tet-Omitido.

A conversa continuou por cerca de uma hora, como se fossem amigos conversando num bar. De fato, Ivan até mesmo tinha ido até o boteco pegar uma cerveja enquanto conversava. Mas logo sua mãe chamava seu pai para a mesa e se despediam e embora a conversa tivesse terminado num bom clima para ambas as partes, tanto Ivan quanto seu pai, suspiraram assim que desligaram. A distância entre eles doía mais que a felicidade de se falarem no único momento que podiam do ano. Um amargor que ardia mais do que a vodka que agora descia por sua goela corria-lhe o corpo. Nesse mesmo dia, em todos esses anos em que estavam separados, o quão grande era o desejo de Ivan de tomar novamente aquela Solyanka? Nem gostava tanto assim daquela sopa ardida, mas o fato de estar junto de seus familiares era algo que lhe trazia uma nostalgia e calmaria imensa, pois era o único lugar que podia se sentir seguro de verdade.

“Bom, já que a Dama quis assim, que seja… Ela deve estar preparando um royal flush pra mim na próxima mão, tenho certeza! Hiahaha!”

Tentava animar-se, apenas para ser cometido por uma tristeza assoladora logo em seguida. “É, sorte… É sorte estar vivo mesmo sendo procurado pela família Pinto, ou azar por ter que fingir que nem família tenho para continuar vivendo?... Tsk. Só tem um jeito de saber, né?” Com um sorriso no rosto, arremessa sua característica moeda mágica para o alto, deixando-a cair sobre si e fechando o olho, apenas para sentir um impacto tão forte à medida que a moeda se chocava contra ele, revelando que o resultado de sua Cursed Coin não era o esperado. -... SUA DAMA FILHA DA-omitido EU TO AQUI TRISTE SEM PAI NO DIA DOS PAIS E VOCÊ ME DA O RESULTADO RUIM? EU JURO, QUANDO EU MORRER E FOR AI PARA O CASSINO DIVINO EU VOU ESFREGAR ESSA TUA CARA NO CHÃO E METER A MINHA MÃO BEM NA SUA-omitido-SÓ ESPERE POR MIM, SUA DESGRAÇADA!- Respirando ofegante após seu breve surto por tirar “coroa” na sua moeda mágica novamente, ele finalmente se acalmava, suspirando e deitando-se na cama novamente. “Acho que esse dia já deu o que tinha que dar… Um dia, pai, um dia terei uma sorte tão grande que nem mesmo a grande e volumosa família Pinto poderá nos ameaçar. Apenas espere e confie na sorte!” Encostava a cabeça contra as mãos que estavam em sua nuca após apagar a luz, apenas para perceber que um raio de luz continuava iluminando o quarto, entrando pelo buraco que o cigarro tinha feito na cortina ainda de manhã. “...Você realmente não tá dando uma trégua hoje em, Deusa? Bom, tanto faz, nem tenho mais forças pra te xingar hoje…” Ignorava seu contínuo azar e fechava os olhos, encerrando mais um dia dos pais solitário em um país estrangeiro.
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[quote=Legenda]
-Fala-
"Pensamento"

Lá estava eu em mais um dia de desordeiro de gangue, usando meu poder de caçador para assustar e afugentar gangues, havia acabado de usar minha magia Yamata no orochi contra o chão em frente a gangue a inimiga para fazer eles desistir da luta e entregarem seu território, eles não possuíam caçadores e aquele poder com certeza sabia ser chamativo, no entanto aqui estava eu após usar minha habilidade e sem tomar dano algum, tossia sangue que era engolido pela minha própria sombra conforme tocava o chão, esse era o preço a se pagar por esse poder todo. Uma última cuspida e saia do canto que me encontrava para junto do grupo, onde um outro companheiro de gangue havia recém chegado ofegante.

-Deep-aniki, te achei finalmente…

Todos da gangue, pintavam os cabelos de vermelho, mas seu rosto estava ainda mais escarlate que a tintura, ele provavelmente estava correndo pra chegar até aqui, que tipo de mensagem ele poderia ter?

-O grande acidente que teve esses tempos atrás… Acabamos de descobrir que era a sua família…

Foi assim que descobri alguns dias atrás que perdi minha irmã mais nova e a mais velha estava gravemente ferida no hospital e precisando de auxílio. Já havia falado com o líder da gangue, seria necessário que eu saísse dela pra cuidar de minha irmã, ele não gostou nada disso, disse que eu acabaria voltando em menos de um mês, até mesmo me ofereceu mais grana e até cargos maiores na gangue, no entanto eu não podia trazer ela para o mundo do crime, pretendia lavar meus pecados assim como estava lavando a tinta crepom barata dos meus cabelos.

Uma vez limpo e com meus pertences pegos, saía da sede da gangue em direção a casa dos meus pais, ou melhor dizendo, a antiga casa deles, no entanto eu tinha uma parada antes, o cemitério, queria prestar respeito ao túmulo de minha irmã.

Era um sábado qualquer as ruas tinham bastante movimento, passava numa loja holística onde comprei flores, incenso e umas velas, a vendedora perguntou se eu visitar alguém que partiu, mas só lembrei da data que se aproximava quando ela continuou a falar.

-Que bom, nossos pais nos protegem durante a vida, devemos a ele nosso respeito após a morte.

O dia dos pais se aproximava, por isso ela deduziu que eu ia visitar o túmulo de meu pai, o pensamento no velho me trazia o silêncio e transportava minha mente a um passado longínquo.

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-LIMPE ESSA MERDA DE NOVO…


O pequeno corpo do meu eu de oito anos era jogado pela força adulta de meu pai contra um balde com água suja cheirando a terra e desinfetante, me fazia cair e derramar a água no chão.

-OLHA AI… OLHA AI… Que merda você está fazendo? Por acaso seu sangue vira lata faz de você um idiota que não consegue lavar um chão sem fazer lambança? Puta que pariu, acho que tenho que agradecer por pelo menos você saber usar o banheiro… O que é isso???

O homem nervoso encontrava uma boneca derrubada embaixo do sofá, eu não havia visto ela, logo não a tinha guardado, pude ouvir um engasgar vindo do corredor e ver minhas irmãs ali, elas podiam ver tudo de seu esconderijo e provavelmente ela sabia que se ele ligasse a boneca a ela, ela seria punida por bagunçar como eu, mesmo sendo filha de uma japonesa… Pela cara dela, era culpa dela mesma.

-Aquela vadiazinha, eu já disse pra ela não ir na sua bagunça e ser organizada como uma japonesa deve ser, ela vai apren..

-Fui eu…

As palavras saiam automaticamente da minha boca, meus olhos estavam arregalados e fixos no chão, eu não queria que ele batesse na minha irmãzinha, mas eu sabia o que eu estava comprando e eu estava em pânico.

-Seu me mentirosinho… Essa boneca é da caçula, eu já vi nas coisas dela…

-Eu peguei… Eu não ganho presentes e queria brincar com algo, ai peguei a boneca dela que gostei…

Eu sabia o que ia ocorrer, podia sentir minha bexiga lutando para eu não urinar nas calças de medo…

-Então além de roubar na minha casa…


O homem irado pega o rodinho de cabo de alumínio e vem em minha direção. Minha irmã tapa a boca da mais nova e fecha os olhos, uma lágrima em sua bochecha, a mais nova tentava sair da mordaça de mãos da mais velha, ela queria dizer que a boneca foi deixada ali por ela, ela sabia queria castigada, mas também sabia que o pai seria mais brando com ela que com o filho, no entanto os dois mais velhos queriam polpar a mais nova das cicatrizes que eles tinham e mantiveram o silêncio.

-... Além de roubar na minha casa, você ainda quer brincar com essas coisas de mulher para desgraçar o nome dos homens da minha família? Seu vira lata de MERDA.

Eu cerrava meus dentes, minha lembrança da dor daquela surra era tão vívida quanto o toque frio do mármore da lápide de minha adorada caçula, largava ali minhas oferendas e saía do cemitério, as lápides de meu pai e madrasta não mereciam nenhum cuidado ou afeto, assim como eles me criaram.
Deep
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[Evento] The God Father M7ELFaF

Acordei naquele dia que era para ser comum. Na verdade era bem comum, só que muitos comemoravam como dia dos pais. Pegava meu celular e olhava para ele por um instante. Ainda não era dia dos pais em Los Angeles. E também... não era como se eu fosse falar com ele. Ou será que hoje eu iria? Mikaela podia acabar ligando para ele para desejar alguma coisa... não teria desculpas para eu não falar algo também.

Balançando um pouco a cabeça, querendo me negar a pensar naquilo, acabava me levantando e indo tomar um banho. Nele pensei até em como negar uma simples ligação seria feio não só porque machucaria aquele homem, como também poderia machucar minha prima. Como será que Risa reagiria comigo não ligando para o meu pai sendo que ela nem poderia falar com o dela?

Após o banho e a troca de roupa, saí em direção a cozinha para tomar café da manhã e me lembrei de um dia do pais de quando era mais nova e foi o último que comemorei com ele antes de fugir de casa aos quatorze.

Aquele dia eu não dormi tranquila, sabia que o dia dos pais havia chegado e realmente odiava aquele dia. Meu pai sempre o usou como uma desculpa para ficarmos juntos o máximo que podia e me fazer estudar a força para "deixá-lo feliz" naquele dia.

Não que ele precisasse de desculpas para me forçar a isso, mas aquele dia a pressão era mais do que dobrada. Mal acordei e aquela fofura de crianças levando o café da manhã para o pai na cama já havia ido por água abaixo. Meu pai estava no meu quarto selecionando que livros e testes ele faria comigo. Aquilo estava longe de ser algo que ele faria normalmente. Eu li tanto naquele dia, mas tanto mesmo, que não lembro de ter falado com a minha irmã ou com a minha mãe. Não lembro de ter comido alguma coisa, mas obviamente devo ter comido.

O dia foi longo, eu realmente lembro de alguns detalhes do que estudei naquele dia até hoje. A maior parte era sobre diagnose de doenças. Já havia estudado um pouco sozinha, mas aquele dia eu vi muitos casos diferentes. Na parte da tarde meu pai me levou para o hospital e decidiu atender todos que foram para o atendimento, me deixando ao seu lado enquanto apontava porque ele achava que cada pessoa tinha cada doença. Os pacientes achavam fofo o pai médico ensinando a filha adolescente como era o trabalho dele, imaginando que eu era simplesmente curiosa pelo trabalho do meu pai naquele dia, mas a verdade era tão longe disso. Não queria estar ali, lembrava até que a minha irmã tinha algo para mostrar para ele naquele dia, mas não lembro o que era, porque obviamente não fomos ver.

Quando a noite chegou e voltamos para casa, fui direta para cama, o dia fora "produtivo" de acordo com ele. A filha havia aprendido muito, lembrava dele falando orgulhoso. Só que aquele dia fora um dos primeiros dias que marcaram o tanto que eu desejava fugir daquela casa.

Após o café da manhã, não podia pensar em outra coisa além de o que a minha irmã iria fazer naquele dia. Eu não perguntara como ficara a relação dos dois após a minha partida. Era algo que eu simplesmente não me interessava. Na verdade, acho que nada que viesse do meu pai me interessaria. Porém agora era um bom momento para descobrir.

Por isso fui até o quarto dela e bati na porta. - Mikaela? Está acordada? - Após a resposta abri a porta e entrei no quarto da minha irmãzinha. - Você vai ligar para o nosso pai mais tarde hoje? - Era a única coisa que eu conseguia perguntar pra ela, queria perguntar mais algumas coisas antes de chegar naquela pergunta em si. Mas aquela questão invadia meus pensamentos e tomava conta de tudo, simplesmente não queria falar com ele. Desejava com todas as minhas forças que a resposta fosse negativa, que aquele dia dos pais passasse em branco naquela casa. Mentira, se minha prima quisesse visitar o túmulo do tio eu aceitaria ir de bom grado com ela.

Pepe
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[Evento] The God Father CumUV0n

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