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Boys and Girls from nowhere

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Aventura



Aqui ocorrerá a aventura dos Caçadores Soo-Yun, Kim-Li, Min-Seok, Hei Sun-Woong, a qual não possui narrador definido.


ADM.Kekzy
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Trinity

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"Talento, Honra e Lealdade"






BOYS AND GIRLS FROM NOWHER



Se fazia precisa, vincando o papel com as unhas verde limão. Sem que percebesse, a ponta da língua escapava ao canto da boca, tão interessada em sua obra de arte, ali oculta pelo livro de capa dura. Atrás de todos os verbos to be or not to be da aula de inglês, seu planador criava forma. Feito com uma das páginas arrancadas da sua agenda de cerejas, ele tinha um forte aroma artificial da fruta, além de claro, uma mensagem.


“Vamos hoje, certo? (≧∀≦)
Nos encontramos no pátio.”



Os olhos redondos por fim se desgrudaram das crias, e subiram para encontrar com a figura do algoz. Lá do outro lado, separadas por inúmeras carteiras, a professora severa e ranzinza lecionava, quiçá sem imaginar que alguém de tão pouca estatura nutria tanta vontade de afrontamentos. Engolia seco enquanto observava-a, ser pega era o mesmo que admitir o castigo. E a última coisa que admitiria aquele dia era ter que ficar depois da aula para qualquer razão, fosse como forma de penitência ou não. Afinal, era hoje.


Finalmente dariam o primeiro passo para aquela aventura juntos. Ela sequer sabia por onde começar na realidade, não se considerava bem o cérebro do grupo era mais como… O estômago?! Alguém responsável por armazenar e distribuir energia para o resto dos membros, com frequência insistia em ideias estúpidas, convencendo-os a planos mirabolantes. Coincidentemente ou não, era uma das que mais reclamava de fome, e que gostava de parar a todo momento para comer alguma coisa.


De qualquer forma! Esperou o momento exato para que pudesse se comunicar com os seus amigos. Ela estava com seu celular, mas… Qual era a graça de ser um estudante se não podia ver um lindo aviãozinho cor de rosa pela sala?


Assim que a professora deu as costas para a classe, escrevendo as tarefas no quadro de aula, Kimi se inclinou na direção da carteira do lado, por um instante sem importar-se com o vizinho-figurante da cena.


Ali naquelas mãos pequenas, escapava o primeiro avião, serpenteando no ar, era curto e belo, como a primavera da juventude devia ser, dava um loop completo antes de aterrissar na carteira de Mim-seok, infelizmente não podia prestar atenção na reação do amigo visto que voltava para a sua posição original, torcendo para não ser pega pela professora, que olhou para a turma no instante seguinte, explicando a matéria. Entretanto, torcia para que isso fosse o suficiente para ele remover a carapaça preguiçosa que vestia a maior parte do tempo. Era bom que não desse para trás.


“S-safe?!” - Pensou, franzindo o cenho por de trás do seu livro aberto, acreditando não ter sido percebida. Precisava repetir o processo para Hei, que estava relativamente longe. Entretanto, permitiu-se tentar mirar em sua cabeça, quem sabe conseguiria arrancar alguma risadinha daquela cara de sono que ele tinha?


Por último, mas definitivamente não menos importante, Soo-yun, que sentava um pouco mais perto dela, pode fazer um origami de coração para a amiga, e ao invés de planar com seu recado, apenas inclinou-se e colocou sobre o canto da carteira da menina quando ninguém estava olhando.


Aquietou-se finalmente. Ainda que não estivesse realmente tranquila, visto que os minutos finais da aula sempre pareciam ser os mais longos. Tamborilava com a ponta dos dedos, esperando o sinal quebrar com o tom monótono da professora, e finalmente libertá-los do cárcere em que estavam.



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Última edição por Kimi em 20/3/2021, 16:10, editado 2 vez(es)
Paprika
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When The Rain Comes
우리가 그것을 알기 거의 전에, 우리는 땅을 떠났다
A mente humana é perigoso artifício: para ideias, para traduzir o que se sente, para viver o que não se pode – por um momento ou pela vida toda. Mas também para negar tudo isso. Soo-Yun tinha o fito deitado sobre o quadro, vez ou outra percorrendo os gestos muito equilibrados daquela professora tão eloquente quanto séria, como se fosse das alunas a mais atenta. Contudo, não estava realmente ali. Nem em qualquer outro lugar, em particular. Simplesmente, por algum tempo, perdeu-se no vazio silente.

Despertou daquele estado de quase transe com um movimento muito próximo, o que fez os olhos teimarem duas ou três rápidas piscadas, se situando. Primeiro a consciência pesou, por perder a aula de forma tão boba e, em seguida, sentiu o âmago remexer em curiosidade sem fim: ela viu mesmo uma coisinha voando? O que podia ser?! Inquietante fulgor cerúleo firmou-se no olhar, que moveu em direção da amiga: queria saber!

Nada mais foi preciso, pois viu aterrizar terno coração em sua própria mesa, ao qual ela tocou com um discreto sorriso a florescer. Colocou o papel sobre o caderno, para que pudesse ler e alimentar as borboletas em sua mente! Estas a levaram para o alto, inundando a jovem com pensamentos diversos e uma ansiedade saborosa. Como esconder a empolgação que sentia? Era tão incapaz que já se via repreendida e, pior do que isso: não havia remorso! Todavia, sua sorte era muitas vezes superior ao juízo – ou assim acreditava – jurando não ter sido pega, pelo menos não antes de guardar o bilhete. Gesticulou para a amiga com o polegar, confirmando que sim: era o grande dia!

Radiante, o corpo era pequeno demais para comportar a vontade de se levantar naquele instante mesmo, puxando os outros três junto consigo. Somente um fiapo de responsabilidade a mantinha quieta, alinhada como era possível a si naquela situação.

”Falta muito para acabar?” - mirou o teto, embora a resposta precisa pudesse vir do pulso, das horas marcadas pelo relógio que o envolvia. Os dedos tamborilaram, ao mesmo tempo em que os olhos foram em busca de Min-Seok e Hei. Entretanto, não havia nada que qualquer deles pudesse fazer, não antes da aula acabar.

”A aula!” - admoestou-se em pensamento, ficando imóvel a olhar o quadro, como criminoso pego em flagrante! ”Preciso me concentrar!” - pensou, pressionando as próprias bochechas com as mãos ante ao desespero. Inútil: Soo-Yun estava perdida, em sua pueril agitação, demasiadamente óbvia...

Stargrave
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lazy lazy
honestly, i just wanted to sleep.


Estava dormindo.

Considerava aquela uma boa atitude para aquele ponto do dia. Na verdade, aulas de inglês eram as mais tediosas, considerando que teve que aprender a língua desde novo por ordem de sua família. Se bem que... provavelmente dormiria em qualquer situação, mesmo se fosse Cálculo. E ainda por cima, era um sonho tão glamouroso. Estava em uma banheira de hidromassagem, no topo de uma montanha gélida, com uma bóia de patinho e tomando milkshake. Ocasionalmente um unicórnio voava aqui e ali, mas no todo, era um sonho bem relaxante e quase realista. Quase.

No lado de fora? Ah, ele estava no canto da sala, em um ângulo perfeito. Sentava-se atrás de um dos alunos mais fortões - em aparência - e mais altos da sala. O bastante para que ele conseguisse cruzar as pernas abaixo da carteira e deixar o corpo pender para trás. Estava roncando de leve, mas vejam bem; tinha um acordo com Myong que sentava-se à frente. O garotão fazia todo o possível para conseguir impedir que ele fosse visto dormindo, e ele pagava um lanchão. Um belo de um podrão, do tipo de sanduíche gostoso e cheio de bacon, vendido em um trailer suspeito, mas que ainda era muito mais saudável do que qualquer McBronnalds. Estava perfeitamente satisfeito com aquela situação, diga-se de passagem. Tinha certeza de que os outros três compensariam pela sua falta de atenção, para não deixar a professora se sentindo abandonada. Bom... talvez apenas Soo-Yun fosse realmente prestar atenção completa, considerando que Kimi poderia estar se distraindo com alguma coisa. Com sorte, talvez Min-seok estivesse de bom humor.

Mal sabia ele, que estava em um ângulo ainda alcançável, em vias de ser alvo de um ataque aéreo. A boca estava aberta, e ele gostaria de dizer que não estava babando. Seria mentira, mas ele gostaria. Rosto virado para cima, e ainda assim, o palito no canto da boca não caía; um verdadeiro profissional no campo da preguiça. Acordou assim que sentiu uma pontada de papel acertando no meio da língua, e sacudiu os braços no ar, cuspindo o avião de volta na mesa. Para um papel perfumado, o gosto realmente não tinha nada a ver. Olhou os arredores, esfregando os olhos, e bocejou, espreguiçando-se, levando um tempo para entender que estava na sala de aula. Não numa montanha, nem no seu quarto. Nem numa sorveteria. Uma tripla derrota, na verdade. Suspirou, e as mãos se abaixaram para a própria mesa, checando o avião. Só uma pessoa poderia ter lhe atacado de maneira tão cruel. E ela tinha requintes de fruta. A mensagem estava ali, e ele tombou a cabeça para Kimi, com um suspiro.

- ... Quê. - Virou o papel no outro lado, tentando achar qualquer outra pista de mensagem. E daí a ficha caiu, fazendo o garoto dar um pequeno tapa na própria testa; a professora se virou, ouvindo um barulho, mas desistiu de achar o motivo. Com a cara mais preguiçosa do mundo, ele ergueu a mão com um thumbsup para cada um dos outros três, parando os olhos em Min-seok, dando de ombros, antes de pegar o papel colorido para tocar a ponta da língua outra vez. Fez cara feia; é, não tinha gosto bom de frutas, só o cheiro. Decidiu então ser um pouco mais responsável, e ao invés de dormir, olhou outra vez para Soo-Yun, se ajustando na cadeira e cruzando uma das pernas por cima da outra, tentando entender o que a garota queria com ele. Não fazia ideia de que ela queria que ele terminasse a aula, de alguma maneira. Não que ele pudesse fazer qualquer coisa.

E então, decidiu fazer a segunda melhor coisa possível, já que não conseguiria dormir outra vez. Olhou para fora da janela, distraído com o balançar de folhas distantes, aquele vai-e-vem que parecia tedioso apenas quando não estava dentro de sala de aula. - Psst. Myong. Me vê uma bala de menta. - Cutucou o garoto à frente, que resmungou, mas passou para trás. E o palito de pirulito ainda estava ali, no canto da boca de Hei, claro.

@Stargrave - @Kimi - @Baby Gengar

Sun-Woong
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An ocean of violets in bloom


O
lápis bem apontado repousava estático sobre a folha em branco, entrelaçado entre os dedos longos, como se ameaçasse capturar as palavras morosas no papel. Uma ameaça vã, todavia. Aquele jovem sequer tinha sua atenção capturada pela aula - a última coisa de que se lembrava era o perfeito domínio dos tempos verbais demonstrado pela professora - olhava para o caderno com a cabeça apoiada na mão livre, inebriado em pensamentos sobre riffs de guitarra e jaquetas roxas cintilantes.

"cara, acho que vou assistir Purple Rain outra vez..."

Balançava a cabeça como se concordasse consigo mesmo. Era um bom plano! Um plano simples e confortável. Talvez Hei o acompanhasse, poderiam jogar video-game também e se pedissem pizza com certeza Kimi e Soo-Yun também iriam. Já podia imaginar a tarde tranquila em um sofá aconchegante junto dos amigos! O agradável pensamento era capaz até mesmo de fazer florescer um meio sorriso em sua expressão entediada.

"Certo! Será isso então, vou falar com eles e...."

O pensamento era interrompido pelo pequeno avião que rodopiava graciosamente e pousava perfeitamente como um B52 de morango colorido artificialmente. Seus olhos se arregalavam fitando aquele pequeno milagre da engenharia aeronáutica. Engolia a seco enquanto encarava o aviãozinho. Sabia do que se tratava aquela mensagem. Sabia que seus doces planos de uma tarde calma escoavam como chuva caindo...Quem sabe ela tenha mudado de idéia? Sim, poderia ter mudado de idéia e preferido ir ao shopping tomar um milkshake....Não, tolo pensamento era aquele! Suspirava como quem já tinha se dado por vencido desde o ínicio. Kimi nunca mudava de idéia. Ainda com a folha rosa em mãos, fitou Soo-Yun por um momento. Ainda com esperanças de que Kimi fosse a única disposta, mas para seu terror, a pequena garota mal podia conter sua empolgação. Outro suspiro derrotado. Restava apenas o amigo como alento, este que lhe ofertava apenas um dar de ombro como consolo. Batia a cabeça na carteira com um baque baixo e abafado, o suficiente para que a professora não notasse, deixando escapar um pequeno resmungo.

- Me desculpe, Prince...eu falhei com você - se lamentava consigo mesmo.

Levantava o corpo, inclinando a cadeira o suficiente para conseguir enxergar Kimi do outro lado. Forçava um sorriso de animação tão fingido que sua expressão se transformava em algo cômico, levantava o polegar em sinal de positivo e voltava-se novamente para frente. Cruzou os braços sobre a mesa e novamente pousou a cabeça em um lamento digno daqueles que preferiam cinema e milkshakes a dungeons e monstros.

Mas o que poderia fazer? Nunca se deve abandonar os amigos!      

Boys and Girls from Nowhere
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Boys and girls from nowhere
O grupo era realmente próximo à sua maneira, comunicando-se através de mensagens escritas mesmo com toda tecnologia. Quanto a garota lançava o primeiro avião o garoto que sentava ao seu lado soltava um risinho quase involuntário, mas, logo cobria sua boca fitando-a com sua face um pouco rubra. De certa forma ele parecia esboçar algo como "desculpa" em seu semblante e a mentora da sua classe também não parecia, até aquele ponto, esboçar alguma percepção.

Hei Sun-Woong notava uma figura particular na rua, do outro lado do pátio da escola, quando olhava para fora ao desistir de seu sono. Um homem em torno da meia idade, parecia lhe encarar atentamente, ou talvez apenas ao prédio. Ele não o conhecia e também teria pouco tempo para focar em algum detalhe mais importante pois o som firme do apagador no quadro chamava a atenção de todos os presentes. - Todos estão liberados... Menos Kim Soo-Yun, Kwang Kim-Li, Byun min-Seok e Hei Soon-Yoong. Sua voz era ríspida e enquanto alguns soltavam risinhos, aquele que sentava ao lado da garota de fios rosa-esverdeados e o garoto que tinha feito um acordo com o "riquinho" que lhe pagava alguns lanches olhavam preocupados.

Ela ia caminhando e seus pasos pareciam pesados de mais para alguém tão pequena como haviam constatado alguns, naturalmente os unindo mais ao fundo com alguns gestos de mão que eles sabiam apenas de ver que não deveriam desobedecer. Ao parar mais próximo daquele que estava na janela ela começava. - Escutem, eu sei que a maioria de vocês pouco se importa com a aula confiando tudo em serem caçadores e no dinheiro que isso pode dar, a profissão gloriosa, mas lembrem-se que todo conhecimento é proveitoso em qualquer área, e, a escola também abre um leque de oportunidades... Ela esfregava entre os olhos ajeitando o óculos mais preocupada do que irritada em si.

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Parecia que aquele seria um sermão sem fim, mas, em algum momento olhando para fora ela parece tornar-se hestitante. - Bem, é isto, eu apenas quero o melhor para vocês garotos. Vão embora logo, seus pais vão ficar preocupados se demorarem. Ela mesma saía de forma relativamente apressada pegando os seus livros sobre a mesa. Os garotos notariam que o quadro em si ainda estava escrito, o que não era costumeiro da mulher bastante metódica.

Na mesa de Kim Soo-Yun havia algo bastante curioso, um bilhete, bem pequeno e que ela, ao seguir antes a professora, sequer havia visto quando foi deixado ali. Dizia algo como "Me encontre ao lado da escola na frente da padaria". Não parecia ter uma razão em si, não estava ornamentado, apenas amassado de forma a esconder o texto em si. Enquanto isso a própria escola em si ia ficando cada vez mais silenciosa, afinal, já havia finalizado o horário letivo e a maioria dos estudantes, os que não tinham atividade extra curricular, apenas iam embora tão depressa quanto poderiam.



Sun'Violet Azaskry
Sun'Violet Azaskry
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When The Rain Comes
우리가 그것을 알기 거의 전에, 우리는 땅을 떠났다
Quisera Soo-Yun transformar-se em brisa, escapar pelas portas tal qual inadvertido pé de vento! Ter o nome elencado em tão honesta zanga fazia de seu peito lugar pequeno: para a mágoa, para o dissabor da falha! Quando haviam se tornado pilantras dos mais óbvios?! – a mente tentava calcular num átimo, enquanto os olhos acompanhavam o justo exaspero, renegado pelos ouvidos.

”Que mulher notável! Será desperta ou é um dom do qual os professores são investidos?” – a curiosidade mordiscava-lhe o imo, embora a fronte assentisse ao entendimento de que estavam equivocados em suas prioridades. Os lábios entreabriram, ensaiando genuíno pedido de desculpas, mas as palavras fugiram-lhe assaz travessas; quase afrontosas:

- Como sabe? Também passou isso por sua cabeça, antes da licenciatura?

Sobressalto restou-lhe no semblante, como se outra pessoa tivesse falado através de sua boca! Podia lamentar-se disso: soar desrespeitosa a quem destina-se a ensinar. Sem demora, curvou-se para desculpas ofertar, perdendo a sequência de eventos cruciais:

- Perdoe! Seremos mai- - ou menos, pois o tempo escorreu por entre os dedos como água cristalina e, quando percebeu, a professora já tinha ido! Via tão somente somente os quatro culpados. Cruzou os braços para afugentar o desespero, suspirando melancolicamente, ao fechar os olhos. ”Porque ela sairia assim? Me sinto triste!”

Todavia, não era tempo de ruir com seu deslize – assentiu a si, sentindo o bom ânimo revigorado. Tecia palavras em seus pensamentos, em quantidade tão voluptuosa que encheria a sala! Porém, o ímpeto lhe foi roubado ao abrir os olhos e encontrar sobre a mesa aquele estranho papel – que mais parecia mero descarte, depois que tão delicada mensagem recebera de Kim-Li, mas nem por isso o leria com menor avidez!

- H-hum? Hum! - a diminuta frase parecia fazer vezes de ar, a preencher-lhe os pulmões, tão fortemente inspirou! Quem poderia ter deixado aquilo? A professora? Não, não! Também não podia ser nenhum dos dois – para os quais o olhou, com clara dúvida no semblante. Não. Seria um admirador? Por certo que era! Quem mais poderia chama-la para um lugar dos mais auspiciosos? Só podia ser um sabido, pois era o coração vizinho do estômago!

Rubor tomou de Soo-Yun a face, sobre a qual pousou delicadamente a mão, encantada: certeiramente pelos confeitos, jamais pelo sujeito imaginário! Sim, era aquele o próximo destino! Entretanto... Dava-se conta que, até o momento, estivera em seu próprio mundo... Deixando escapar tanto de suas... Conjecturas! Pigarreou, realinhando a postura, em uma seriedade muito mal simulada:

- Pessoal, tem algo suspeito aqui! Olhem! - mostrava o bilhete, apontando a saborosa palavra “padaria”, ignorando quase todo o contexto. - Precisamos investigar! - exclamou, mais eufórica do que seria aconselhável, embora tão honesta quanto era-lhe natural. E, verdade seja dita: roía-lhe o pensamento a vontade de saber quem estaria esperando por lá. Quem a amava em segredo?

Uniu as mãos, deixando florescer o mais terno dos olhares – aqueles, que tentam sempre dobrar os outros pela mansidão inocente: - Vamos? - esperou deles a concordância, ainda que não bastasse mais do que um olhar, para que se lançasse animada pelo caminho, sem desconfiar que pudesse ser aquilo só mais uma... Situação esquisita daquele dia.

Stargrave
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BOYS AND GIRLS FROM NOWHER



Ah! E quão admirável eram as teias invisíveis daquelas amizades, o que tinham de díspar entre si, possuíam de confiáveis singularmente. Ao menos para aquelas ideias mirabolantes que envolviam as vontades do âmago. E por mais que dois dos três não estivessem assim tão animados quanto ela para a “expedição”, desde que tivessem confirmado, lhe bastava!



Hei parecia um idoso babão após sua soneca da tarde? Sim! E não por conta de seus cabelos de platina, é claro que não. Havia ali naqueles olhos sonolentos, morando nas bolsas de suas olheiras toda a preguiça que um dia conheceu do amigo, como se magos invisíveis tivessem lhe subtraído a vitalidade da primavera de sua juventude! Oras, era o honorável dever de Kimi ajudar a recuperar tais virtudes.



O mesmo valia para Mim-seok indubitavelmente. Com uma animação tão verdadeira quanto o cheiro de morango do seu bilhete. Artificial, af. Por que raios ela precisava estar rodeada de garotos preguiçosos? Estreitou os olhos nem tão surpresa com a reação, ainda que não pudesse realmente reclamar, já que ele havia aceitado o convite, deixaria essa passar.



Mas tais atritos não eram suficientes para se tornarem obstáculos. Não! Junto com o bater de ponteiros no relógio, também acumulava a energia naquele pequeno corpo, que em pequenas explosões se regozijava silenciosamente com o findar da aula. E tão pronta estava para se libertar das duras correntes educacionais, quanto o impetuoso sinal que anunciava o encerramento do período.



Naturalmente, seus pertences estavam já todos arrumados na bolsa, a sua mão corria pela alça quando a voz da professora atingiu seus nomes como uma flecha atravessando o seu coração. - “Eh…?” - Incrédula ela congelou por um breve instante, virando vagarosamente em direção à docente.  - ”Fui descoberta…?!” - Receosa por ter a arte com papéis contemplada pela senhora ela viu a possibilidade de levar algum tipo de advertência e ter de fazer alguma tarefa estúpida dentro da sala de aula para compensar os danos causados à moral da aula.



- M-m-m-me desculpe. - Respondeu de pronto à professora, a fronte abaixava em claro sinal de desculpas, ainda temendo por suas penitências, o que acabariam completamente com todos os planos - ou a falta deles nesse caso - daquela tarde.



Aguardava tal o criminoso temia ouvir sua sentença, e no instante seguinte batia a clava jurídica….?



- O-oh… - Piscou curiosa, observando a docente partir sem lhes aplicar algum castigo. Respirou aliviada, voltando para a posição original, talvez devesse realmente usar apenas o celular para se comunicar com seus amigos a partir daquele dia, ainda que esta não devesse ser a maior lição a ser aprendida ali. Devaneios à parte, a voz de sua amiga lhe fisgou atenção, fazendo com que pendurasse em seu ombro na ponta dos pés para que pudesse enxergar o bilhete. - Isso é muito interessante! Vocês sabem né, agora que o sol está em áries, os caminhos para novas oportunidades abrem! Caminhos, começos, e tal! Acho que isso é, tipo assim, um super sinal.




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Paprika
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wait, what
mom there's some old dude staring


Rapaz, tadinho do Min-seok. Conseguiu ver um pouco da dor, e provavelmente ele também estava tentando absorver a situação. E provavelmente estava pensando em assistir Purple Rain de novo. Balançou a cabeça positivamente para o amigo, pressionando os lábios. Sabe, aquele clássico men's nod que significa tantas coisas sem precisar falar nada. E nesse caso, era um claro É, eu sei... entendo sua dor. Preferia assistir Purple Rain e jogar videogames, também. Era muito mais fácil fazer as dungeons em duo com o amigo, e naquele MMO, Hei não precisava apanhar de verdade para se sentir um Tank. Apanhar de verdade dói.

Se distraíu e quando olhou para fora, tinha um homem estranho no outro lado do pátio da escola. Apertou os olhos, com uma expressão de poucos amigos. Pensou em erguer o celular para tirar uma foto, vai que era alguma pessoa procurada na lista de sex offenders. Coisa esquisita, Papai Noel reverso do capeta. Mas a atenção foi chamada pelo apagador, e pela professora. - Ih, lascou. - Falou baixo, mas deu dois tapinhas no ombro do seu colega da frente com um acenar tranquilo da cabeça. - Vai na fé, brother. Te vejo depois. - Se eu não for espancado até a morte no rolê de hoje, ou atropelado, ou se a professora não enfiar o apagador na minha goela. Aguardou pelo sermão, esperando que fosse ser ainda pior para ele, caso a professora houvesse o visto dormindo. Péssima situação.

Não era o tipo de aluno a desafiar os mais velhos, por mais que fosse um tremendo de um preguiçoso. Sua feição não era de desrespeito, mas a encarava como se fosse um soldado aceitando a punição de um superior; por conta de ter sido criado de maneira parecida, claro, acabava por enrijecer sua postura um pouco. Nesse âmbito, olhou para o lado quando Soo-Yun pareceu tão energética ao se desculpar, e jogou o corpo para a frente com a mesma energia. - Ah, perdão. Vou compensar me aplicando melhor na próxima prova. - E ele de fato iria. Não que fosse fazer a mais extrema das diferenças, considerando a facilidade que ele tinha. Mas era geralmente um garoto que seguia o que dizia. A palavra lhe valia muito.

Ficou confuso com várias coisas ao mesmo tempo. A postura da professora mudando repentinamente, sua saída apressada. Seus pais vão ficar preocupados. Hei soltou um pequeno riso pelo nariz, para si mesmo. Seus pais provavelmente não se importariam com várias coisas que aconteciam ao seu redor, desde que ele estivesse vivo e apto a cumprir com seus deveres futuros. Piscou, recuperando a postura e olhando para o quadro escrito. Atenção chamada pelo bilhete, ele contornou as carteiras para se aproximar outra vez de Soo-Yun - Tem alguma coisa esquisita acontecendo. - Apontou primeiro para o quadro, enquanto escutava as garotas, os lábios pressionados em desconfiança. - Tá tudo esquisito. Saca só. A professora saiu mó apressada, deixou o quadro escrito. O bilhete parece coisa de filme de terror americano. - E deslizou a mão, apontando para fora. - E tinha um tiozão olhando para o prédio, do outro lado do pátio. Parecia um daqueles sex offenders, não sei nem se estava olhando pra mim ou o prédio. -

Tombou a cabeça para escutar o que Kimi estava falando, e na verdade, não entendeu porcaria nenhuma do que o Deus da Guerra - ouviu errado - tinha com um sol enfiado dentro e oportunidades de emprego. - Sei lá onde pegaram esse sol aí, mas tá todo mundo agindo esquisito como se estivesse com pressa ou... sei lá qual era a do Anthony Hopkins parado no pátio. - Suspirou, desanimado. - Aê, Min-seok. Rola da gente deixar elas cuidarem disso não? Tô afim de upar meu Tank. -

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Welcome to Summoner's Drift


A
s unhas negras dedilhavam a carteira como impaciente artilharia. Fervilhando como algum combo de ideias que pudesse demover as garotas daquele plano, algo que se aproximava muito mais de um autoengano do que um plano qualquer - Havia apenas uma certeza: Ninguém era capaz de derrotar o gank de Kimi e Soo-Yun, não existia nada mais mortal - suspirava, fitando Sun-Woong com pesarosa expressão, tão clara ao amigo que nela podia-se ler "Pizza e MMO, cara"! Algo seguro e, principalmente, fácil. Não teriam que se esgueirar por Dungeons, enfrentar monstros com vários olhos e tampouco False Rankers malucos querendo a pele deles para algum casaco qualquer.

O som firme do apagador seguido de seu nome e dos amigos soava como o anuncio de liberdade. Aprumando-se na cardeira, olhou para Sun-Woong de maneira afoita. "Será?". Raio de esperança se abria como um belo sol por um oceano de nuvens cinzentas e cansativas! Não teriam que enfrentar a fúria das garotas se fossem castigados por mal comportamento pela professora. Não que fosse um exemplo de deliquente juvenil. Afinal, se rebelar contra a autoridade dos adultos também era trabalhoso e pouco interessante. Tão logo um sorriso vencedor estampava a face preguiçosa de Min-Seok, que prontamente se encolhia na mesa ao perceber que as duas amigas notariam sua torcida por um castigo arbritário da educadora. Uma esperança que persistia apenas o suficiente para morrer dolorosamente ao se juntar aos amigos apenas para ouvir um conselho valoroso da professora.

"Não!! Eu me preocupo sim com a escola, ser Caçador não é algo glorioso...onde está a glória e o glamour em ser surrado por golens de pedra a tarde inteira???" - pensava de maneira sofrida enquanto seu rosto se tornava uma expressão branca que se traduzia mais como um crash de um jogo do que qualquer outra coisa. Mal percebendo quando a professora saía apressada levando consigo as esperanças de uma tarde tranquila.

"Voltava a realidade" apenas quando Soo-Yun se alarmava com um estranho bilhete que lhe era deixado por algum admirador secreto amante de doces e guloseimas - Quem poderia culpa-lo? - Mal decidiram se tornar Caçadores e uma aura de loucura já os envolvia como um abraço quentinho e mortal! Esticava o corpo na direção da janela quando Sun-Woong  citava o sex offender rondando o prédio, tentava encontrá-lo olhando de um lado ao outro.

- Hey, Soo-Yun, tem uma chance desse maluco ser o seu admirador secreto e nós todos virarmos peça de decoração da casa dele? - perguntou de maneira natural enquanto vasculhava os arredores do prédio pela janela. Ainda que soubesse que a menção da palavra "padaria" e o sol em Áries fosse o suficiente para que Kimi e Soo-Yun arriscassem a tentativa.

Se afastava da janela em seguida, indo em direção ao quadro deixado para trás repleto de anotações, curvando-se na direção do mesmo com a mão no queixo. Era uma belissíma interpretação de detetive, diga-se de passagem. Analisava aquilo que não era pertinente a aula, esperando que a professora tivesse deixado uma pista qualquer que dissesse "Vão para casa comer pizza, assistir um filme e jogar, garotos".


- Entre um velho tarado e meu Knight Lvl 89, prefiro o segundo...mas acho que as garotas vão querer tentar a sorte com o velhote secreto - respondeu com um suspiro desanimado ao amigo, ambos não tinham muita escolha. Parece que teriam que passar a tarde dando uns sopapos em um tarado qualquer, ao menos era melhor do que se arrastar por uma Dungeon.       

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